Namoro virtual? Só se for seguro

Por Armindo Ferreira
O assunto é polêmico! Outro dia estava participando como debatedor de um evento sobre internet na FMU e um dos debatedores disse que o dia que beijar um monitor fosse mais gostoso que um beijo ao vivo ele se convencia que as relações reais são melhores que as virtuais.
É difícil discordar de um argumento destes, mas o fato é que, enquanto a querida leitora de GLOSS me lê aqui, dezenas de casais virtuais estão namorando neste mesmo segundo sem se importar muito em discutir se isso existe ou não. Ou seja, é fato. Existem namoros virtuais assim como tem também o sexo virtual.
Muita gente me diz que a internet deixa as pessoas mais isoladas. Cada um no seu “micromundinho” dentro de casa. Não é para menos, ao sair de casa você pode ficar duas horas presa no trânsito, ser assaltada, baterem no seu carro, encontrar aquela invejosa do trabalho bem no dia que você saiu de qualquer jeito de casa. Então é mais comum mesmo que fiquemos mais protegidos em nossas fortalezas pessoais. Mas a mesma mão que afasta também aproxima. Veja o meu caso, eu tenho dois sobrinhos que moram no Japão e eu só os vejo pela internet. Um paradigma, não?
Isso para não falar nos tímidos que dificilmente conseguiriam se expor na vida real mas conseguem pelo menos treinar em relacionamentos virtuais.
E quem sabe a coisa pode evoluir para algo real? Mas tome alguns cuidados:
- Só marque encontros em shoppings ou metrôs, se você não gostar do cara você pode dar meia volta e se mandar pra casa.
- Mesmo que o amor esteja no seu auge evite dar informações pessoais suas: horário de saída do trabalho ou faculdade, endereço de casa ou mesmo telefone.
- Pense que por trás daquele príncipe encantado pode estar um cara casado e com cinco filhos, um estelionatário, um aliciador ou um psicopata daqueles bem cruéis que a gente vê em filmes (pode me chamar de paranóico, mas eles existem fora das telas).
- E se a coisa descambar não hesite em procurar ajuda o quanto antes.
Na imagem que ilustra este post o pessoal paquerando numa praia virtual no Second Life. Brincadeira, piração ou relacionamento mesmo? A gente quer muito saber a sua opinião!








