Estresse pós-traumático

Assaltos, seqüestros-relâmpago, brigas de trânsito...  Mulheres que passaram por episódios de violência urbana e desenvolveram estresse pós-traumático – e lutam para recuperar a capacidade de levar a rotina sem medo.

Por: Thiago Bronzatto
Foto: Cláudio Elizabetsky

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Com muito custo, a professora de musculação Amanda Bombonati, 24 anos, de São Paulo, conseguiu sair de casa para fazer uma entrevista de emprego no início deste ano. Dentro do ônibus, ela começou a chorar e a gritar (“Ele está me perseguindo, ele vai me bater!”) quando um garoto de calça jeans folgada e boné se sentou ao seu lado. O rapaz, sem jeito, ficou assustado com os berros. Os passageiros se entreolharam sem entender o que estava acontecendo. Era a primeira vez que Amanda punha os pés na rua depois de ter sido assaltada e abusada sexualmente por dois homens armados – que usavam, justamente, jeans largos e bonés.

A professora já havia passado por outros quatro assaltos. Com essa quinta e mais traumática experiência, não suportou o baque. Passou a ter crises de choro, insônia, ansiedade e pânico. “Ficava revivendo na mente aqueles trinta minutos sob a mira de revólveres”, lembra. O quadro apresentado por Amanda, que superou o medo com a ajuda de antidepressivos e muita terapia, é típico do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1980, esse distúrbio começou a ser estudado durante a Primeira Guerra Mundial. Médicos e psicólogos perceberam que os soldados que voltavam dos campos de batalha apresentavam sintomas semelhantes aos descritos acima. Posteriormente, o TEPT foi também identificado em vítimas de violência urbana.

Traumas
1. Estresse pós-traumático2.Efeito da violência
3.Mulheres sofrem mais4. Falar faz bem
5. Terapia da exposição6. Para ler e para ver

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