
Vai morar junto com o namorado? Mesmo as uniões informais funcionam como uma sociedade. O clima de romance pode até durar mais quando se perde a vergonha de falar sobre grana, dividir tarefas domésticas e estabelecer limites
"O que você prefere, lavar louça ou limpar banheiro?” Foi com essa romântica frase que Maurício Santana, 23 anos, foi acordado pela namorada Aline Aiba, 23, no meio da tarde. Depois de duas semanas morando juntos, a estilista teve um ataque de fúria. Queria botar ordem no apartamento – a qualquer custo. E enquanto Maurício tentava recobrar os sentidos, Aline chacoalhava uma tabela de tarefas domésticas na sua frente.
Quando Maurício se mudou para o apartamento de Aline, há três meses, ela achou que a divisão dos trabalhos seria natural. Mas começou a ficar estressada por ter de fazer tudo sozinha. “Então tive a ideia da tabela”, conta a estilista. No papel ficou tudo lindo, cada um com uma função. No dia-a-dia, a coisa não rola assim tão bem… “A divisão não funciona 100%, acho que nem 50%”, admite Maurício, que trabalha de madrugada como analista de sistemas e de dia como fotógrafo. “Sei que tenho tarefas, mas às vezes preciso optar entre dormir ou varrer a casa”, defende-se.
Para quem está pensando em juntar os trapinhos, uma discussão do tipo “quem põe o lixo para fora” pode parecer uma piada. Afinal, um amor é capaz de superar pequenos problemas do cotidiano, não é? Há controvérsias… Terapeutas de casais são unânimes em afirmar que boa parte das brigas ocorre por questões práticas, o que pode fazer o encantamento desandar.
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