
Para combater a vergonha de falar sobre grana no trabalho, lembre-se: quando a galinha põe ovo, cacareja! Aprenda a cobrar já
A professora de inglês Danielle Nogueira, 22 anos, tem pavor de falar sobre dinheiro com seus alunos. Cada vez que um deles pede desconto no preço das aulas, ela cede rapidinho. Danielle cobra R$ 20 pela hora/aula, mas basta o contratante dar uma choradinha para os preços despencarem. “Já cheguei a aceitar metade”, admite a estudante de letras carioca. “Odeio definir valores, não sei negociar. Fico com pena da pessoa, acho que vou prejudicá-la se não ceder.”
Em maior ou menor grau, todo mundo, principalmente no início da carreira, sente alguma dificuldade em estabelecer um preço pelo próprio trabalho – ou em convencer os outros de que ele é justo. Às vezes a vergonha é tamanha que a pessoa nem pergunta “Quanto vou ganhar?” ao ser chamada para prestar um serviço. Ou pior: faz o trabalho e não cobra por ele, fica esperando que o contratante se manifeste e, se isso não acontece, deixa de embolsar o que lhe é devido. Essa é a realidade de muitos freelancers, mas há inúmeros profissionais com emprego fixo que travam na hora de tratar do próprio salário.
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